terça-feira, 18 de dezembro de 2012


Brasília
- ou o poeminha que eu cometi para Brasília –

O homem deveria ter nascido com rodas nos pés...
Ou asas?
Não, asas, melhor em São Paulo.
Brasília tem mais distâncias entre dois pontos,
tem mais chão.

Muitos Ibirapueras...
Ibirapués, Brasília!
(E o que será de mim?)

Aqui tem lago
- Pretexto de pontes –

Aqui tem fontes
De água mineral.

Juro que tem carnaval.

Tem invasão
- um pedaço “Paramois”! -

Tem contrabando?
Tem.

Também tem bando contra
E bando a favor.

Vitrine de arquitetura.
Planuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuura...
 - Central -

O verde é capital.
O vermelho também.
Quem disse que não tem
vermelho na bandeira nacional?

Brasília,
o céu mais lindo do Brasil,
o mais formoso céu,
o mais azul,
risonho e límpido
onde a bandeira brasileira
mais bonita resplandece.

Brasília é Nordeste
No Centro-Oeste
É Sampa, Rio, BH
Juiz de Fora
Rochedo de Minas
Ouro Preto, Diamantina
Itabira, Itabirito
Varre-Sai
Espera Feliz
Porciúncula
Natividade
Guaçuí
Muriaé
Catas Altas da Noruega
Conceição do Mato Dentro
Santa Bárbara do Tugúrio
É Alvorada, Pedra Dourada,
Carangola,
Tombos...

Não quero morrer em Brasília,
atropelada.

Também não vou me jogar da janela
do hotel onde Clarice ficou hospedada.

Nunca fiquei presa no elevador,
em Brasília.
Em Brasília eu nunca usei tailler.

É inútil procurar por montanhas...
Montanhas, pra quê?
Se os belos horizontes são infinitos?
(As montanhas aos cabritos!)

Ganhei um bilhete só de ida pra Passárgada
Mas não vou.
Não quero.
Eu quero ir mesmo é pra Mororó...

Me leva, meu bem, pra Mororó.
(Beatriz Vargas Ramos –
no dia 13, depois de um ano,
entre maio de 2004 e maio de agora)

Um comentário:

  1. Você cometeu um poema lindo Beatriz! Traduziu - um tanto de sentimentos. Saudades; de você e daí! Beijos.

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